quarta-feira, outubro 04, 2006

Curtas

Em casa de ferreiro...

O candidato tucano à presidência da república, Geraldo Alckmin, passou boa parte do primeiro turno utilizando-se de um antigo provérbio para atingir o candidato do PT à reeleição, Lula. Pregava ele: “Diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. Parece que Alckmin resolveu deixar de lado tal provérbio para adotar um ditado político bastante conhecido, ao aceitar o apoio dos Garotinho no Rio de Janeiro, qual seja, “Nenhum apoio deve ser dispensado em um segundo turno” (o mesmo pode ser dito do apoio dado pelo recém eleito Fernando Collor ao candidato petista).

PT Futebol Clube

Seguem em Brasília as pressões para que o atual presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Ricardo Berzoini, renuncie ao cargo que ocupa para que dê lugar a alguém com o nome desvinculado dos vários escândalos que atrapalharam os planos de Lula a se reeleger ainda em primeiro turno. Se a renúncia ao cargo vier a se concretizar, o PT terá o terceiro presidente no partido em um curto espaço de tempo (em 2005, José Genoino deixava o cargo). Nesse ritmo, o partido, mesmo não vencendo as eleições presidenciais no segundo turno, pode tentar participar do Brasileirão de 2007, cuja média de técnicos demitidos por campeonato é similar a de presidentes que caem no PT.

Só no papel

A expectativa de que os dois candidatos à presidência da República debatam sobre seus programas de governo e sobre seus planos para o futuro do País deve ficar mesmo só nisso, na expectativa... O mais provável que ocorra é a troca de acusações acerca do último escândalo nacional. De um lado, os tucanos insistindo em descobrir a origem do dinheiro para a compra do dossiê contra José Serra e, de outro, os petistas questionando sobre o próprio conteúdo do dossiê, tentando associar a origem da máfia dos sanguessugas à época em que Serra era o ministro da Saúde

Leitura recomendada

“Crônica de uma morte anunciada”: história verídica sobre a candidatura de Maria Abadia ao Governo do Distrito Federal.

Filme da Semana

“Efeito Borboleta 2”: filme que trabalha a conhecida teoria do caos (em que o balançar das asas de uma borboleta na China pode causar furacões na costa americana) e conta a história de como a “inocente” tentativa de compra de um dossiê acabou com o sonho de uma reeleição tranqüila.

1 Comentários:

Blogger Jornalista Jarbas Cordeiro de Campos - Pós Graduado em GSSS - Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde. escreveu...

Rodrigo Ross,

Você que está ai no olho do furacão podia nos fazer um favor e consultar um desses amigos seu que entende de lei eleitoral. A questão é a seguinte: um Senador da Republica licenciado para disputar uma eleição para governador está imune de ser processado por falta de decorro parlamentar durante a campanha. Eu explico. Assim como o Eduardo Azeredo, não confundir com Azevedo, é sempre lembrado como responsável pelo criação do Valérioduto. E o Mercadante que já recebeu recursos de Duda Mendonça e agora o seu Coordenador de Campanha é pego com as malas mágicas com 1,7 milhões, não seria responsável pelo Dossiê Fajuto ?
Ele continua Senador, não renunciou. Está sujeito às normas do Senado Federal ? Espero que a pergunda não venha ofender, é que eu gosto das coisa bem explicadinhas, nos minimos detalhessss !!! Abs. Jarbas

10:34 PM  

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